sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Slash & Edgar Winter: Superstition - A Tribute to Les Paul on AXS TV

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Construindo suas próprias ferramentas de Luthier !

Ôpa, essa da régua foi sensacional, se eu tivesse visto esse vídeo antes teria economizado 150 pilas que gastei comprando uma régua igual a essa no Mercado Livre !

Cuidado para não se machucar se tentar fazer esses projetos, qualquer ferramenta é perigosa, peça ajuda a alguém que tenha prática com elas !


sexta-feira, 3 de março de 2017

Como medir a resistência de captadores sem ter que desmontar a guitarra !

Olá !

Começa aqui uma série de posts sobre captadores, com dicas e truques para upgrades, vamos dividir em posts pequenos para não ficar cansativo.

Hoje vou mostrar como medir o principal parâmetro de um captador, a chamada "resistência" (em inglês, "resistance DC") das bobinas sem que seja preciso desmontar ou abrir a guitarra. No próximo post eu vou explicar detalhadamente o que é esse parâmetro, qual a sua importância e quais são as suas limitações. Por ora vamos apenas mostrar como efetuar essa medida de forma precisa e fácil



Do que eu vou precisar para medir os captadores ?

Vou precisar de um multímetro digital e de um cabo pequeno, do tipo usado para conectar pedais, como os da figura abaixo.


"Ah, mas eu vou ter que comprar um MULTÍMETRO DIGITAL ??!!" 

Calma ! Um multímetro digital igual a esse custa a fortuna de  cerca de R$ 15,00 no Mercado Livre ! Isso mesmo, quinze reais, eu não escrevi errado ! E vai ser útil para você o resto da vida ! Pelo fato de ser barato não quer dizer que não seja preciso, pelo contrário, é muito preciso. Existem também os multímetros analógicos, para falar a verdade eles são até melhores que os digitais para trabalhar com captadores e também existem modelos baratos, mas, ao contrários dos digitais, os modelos analógicos baratos não são bons, por isso recomendo os digitais.

E o cabo, por que um cabo de pedal ? Porque quando estivermos medindo a resistência dos captadores através do cabo estaremos medindo junto também a resistência do cabo, porém, esse valor é tão pequeno que pode ser desprezado, isso em cabos de qualidade, óbvio, assim queremos o menor cabo possível porque a sua resistência será menor e influenciará menos as medições.

Um multímetro serve para medir diversas grandezas elétricas, como voltagem, corrente e resistência. A unidade de medida da resistência é o ohm, assim quando ouvimos que um captador tem 7k ohms ou apenas 7k, como é mais comum, quer dizer que ele tem 7.000 ohms de resistência.

Não vou ensinar aqui como usar o multímetro, existem bons tutoriais e vídeos ensinando isso, portanto, vamos ver direto como fazer a medição.


Como medir



Faça agora o seguinte:

1) selecione a chave da guitarra para o captador que você quer medir.
2) coloque o botão de volume no máximo (os de tone não influenciam na medida, por causa do capacitor, então tanto faz).
3) coloque o multímetro na escala correta para medir resistência, um captador tem a resistência na ordem de 10k ohms ou 15k ohms então a escala de 20k é uma boa escolha para a medida, se vc escolher uma escala menor, digamos 2k, não vai conseguir medir, caso escolha uma de 200k vai fazer a medida mas será menos precisa do que a de 20k, como regra, estime mais ou menos a ordem de grandeza do que vai medir e selecione a escala mais próxima, sempre para maior.
4)  coloque o cabo no jack da guitarra
5) meça a resistência nas extremidades do cabo (tanto faz inverter a ponta vermelha ou a preta nas terminações do jack pois resistência não tem polaridade)

Como o procedimento acima, fiz as seguintes medições:

Para o captador do braço: 8,28 k ohms


Para o captador da ponte: 12,13 k ohms




Muito bem, poderíamos parar por aí pois esses valores já bem próximos aos valores reais das resistências dos captadores. Ocorre que o que estamos medindo de fato é a resistência do captador em paralelo com o potenciômetro de volume. Felizmente a resistência do potenciômetro de volume é muitíssimo maior do que a resistência do captador e pouco vai influir nas medidas, porém, podemos ainda aplicar uma fórmula de correção. Sabemos que o potenciômetro de volume tem como padrão o valor de 250k ohms para guitarras com captadores singles e 500k ohms para guitarras com humbuckers. Nem sempre é assim mas na maior parte dos casos a verdade é essa.

Ora, a física nos ensina que a resistência equivalente de dois componentes em paralelo (nosso caso) é o produto das resistências dividido pela a sua soma. Assim, a resistência equivalente (que foi o que a medição do aparelho nos mostra) é igual ao produto das resistências do captador e a do potenciômetro dividido pela sua soma. A fórmula então seria: R equivalente = (R captador x R potenciômetro) /  (R captador + R potenciômetro). 

Aplicando um pouco de álgebra, temos a fórmula final para corrigir nossas medidas:

R captador = (R medida x R potenciômetro ) /  (R potenciômetro - R medida)

Na guitarra acima, o potenciômetro de volume tem 500k ohms.

As medidas corrigidas ficaria assim então:

Captador do braço: = (8,28 x 500) / (500 - 8,28) = 8,41 k ohms

Captador da ponte: = (12,13 x 500) / (500 - 12,13) = 12,43 k ohms

Como vocês podem observar os valores medidos são muito próximos daqueles obtidos pela fórmula de correção mas ainda assim existe diferenças.

As outras coisas que poderiam influenciar como a resistência do cabo, da chave, do jack, etc podem ser desprezadas, são muito pequenas.

Aprendemos então a fazer essa medida sem ser preciso desmontar a guitarra !

Tio Mad é  ciência !

Abç a todos !









sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"Envelopamento" de guitarra com vinil adesivo, funciona ?

Olá !

Alguns me perguntam sobre alterar o revestimento da guitarra com essas folhas de vinis autoadesivo, material que está sendo muito utilizado em carros, mobílias e hobbysmo, é um material relativamente barato, fácil de aplicar e pode ser retirado sem problemas, caso o resultado final não seja satisfatório.

Bem, eu sou muito cauteloso com soluções caseiras para pintura de guitarra, minha experiência é que não fica muito bom, pintura e revestimento de guitarra é coisa complexa, não é à toa que raríssimos profissionais fazem esse serviço com qualidade, o revestimento com PU é um acabamento incrivelmente resistente, a guitarra por vezes cai no chão, bate na porta e tal e você se surpreende por não achar marcas !

Apesar do envelopamento ser resistente não tem comparação com uma pintura profissional, outro problema é que o envelopamento funciona muito bem em superfícies retas, não acredito muito que em um corpo cheio de curvas como uma stratocaster isso fique bom, em todos os casos, existem muitos vídeos no youtube, assistam e tirem suas conclusões...

Em resumo, eu não recomendaria, como é um material barato, você até pode fazer uma experiência, se não der certo é só retirar, mas vamos lembrar que é muito complicado para um iniciante desmontar, remontar e regular a guitarra, coisa trabalhosa até para os experientes.

No entanto, embora eu não recomende para o revestimento do corpo, isso não quer dizer que o material não possa ser usado para coisas menores, como, por exemplo, revestir escudos e plásticos.

Eu usei essa técnica para fazer "matching headstocks" (headstock com cor combinando com a cor da guitarra) em duas stratos e gostei bastante do resultado, ficou muito bonito e se eu tivesse mandado pintar teria ficado caríssimo !

Vejam as fotos:




É isso, abç a todos !

Mad


Configurações possíveis de captadores em uma Stratocaster

Muita gente não entende essa coisa de SSS, HSH, etc, segue então uma figura para esclarecer o assunto. Qual é a melhor ? Você decide !


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O que é melhor, braço com escala escura ou escala clara ?

Olá !

Novo ano, que 2017 seja um ano nota 10 (2+0+1+7) para todos nós !

Essa é uma questão que intriga todo iniciante, por que algumas guitarras têm a escala clara e por que outras têm a escala escura ? Qual é a melhor ? Quais são as diferenças entre elas ?

Bem, a primeiro coisa a analisar é o tipo de construção da guitarra, se ela tem braço parafusado (tipo Stratocaster e Telecaster) ou braço colado (tipo Les Paul ou SG). Isso porque em geral, a maior parte das guitarras com braço colado possuem escala em cor escura, portanto, vamos analisar essa questão partindo do pressuposto de que estamos falando de uma guitarra de braço parafusado.


Construção

As guitarras de braço parafusado costumam ter dois tipos de construção para o braço:

1) Braço em peça única: o maple é uma madeira comum no hemisfério norte e é utilizada para fazer braços na maior parte das guitarras. É uma madeira de cor branca, assim quando o braço for inteiramente construído em peça única de Maple terá evidentemente a escala em cor clara. Isso também acontece com braços fabricados com pau marfim, uma madeira brasileira.

Braço em Maple, peça única


2) Braço em duas peças: nesse tipo de construção, a escala (parte da madeira onde estão situados os trastes) é feita em uma peça de madeira à parte, a madeira mais utilizada comumente é o rosewood, madeira de cor escura da família do nosso jacarandá, então, quando vemos um braço com escala escura estamos diante de um braço construído em duas peças, ainda que existam braços construídos inteiramente em rosewood ou outra madeira escura, mas isso é mais raro.

                                   Braço em Maple com escala em Rosewood


Ocorre que de uns anos para cá ficou comum encontrarmos braços com escala clara porém, construídos em duas peças, assim, o braço é de maple e a escala também é maple mas são duas peças coladas e não uma peça só. Isso é mais comum em guitarras asiáticas de baixo custo. Por que fazem isso ? Provavelmente para otimizar os custos de fabricação, fabricam o braço e depois decidem se receberá uma escala clara ou escura, de acordo com os pedidos comerciais.

Alguns pensam que braços fabricados assim são inferiores em termos de timbre aos braços em peça única de maple, não tenho argumentos para validar essa afirmativa mas nunca vi um braço de escala clara em duas peças soar bem, portanto, só compro braço de escala clara se for peça única, mas é uma observação pessoal.

Como é possível saber se o braço tem duas peças de maple ? Olhando a lateral do braço com atenção é possível ver as duas peças de maple coladas...


Diferenças de Timbre

 É um fato reconhecido entre os guitarristas mais experientes que os braços com escala em rosewood e os com escala em maple possuem diferenças de sonoridade, muitas vezes os fabricantes colocam captadores com especificações diferentes para compensar melhor essas diferenças timbrísticas. As escalas claras tendem a soar mais agudas e estaladas, um timbre favorável ao rock'n roll e ao country, etc. Já as escalas escuras "amaciam" o timbre, destacando melhor os médios e os graves. É difícil explicar essa diferença em palavras, até porque é uma diferença pequena, porém perceptível. Eu considero que os braços de escala escura soam mais equilibrados mas isso é extremamente pessoal. O ideal é você experimentar os dois tipos e ver qual agrada mais !


E qual dos dois é melhor ?

Muito bem, já vimos as diferenças dos dois tipos e também sabemos que o melhor timbre é uma questão muito pessoal. Então tanto faz, não ?... Não !

Existem algumas considerações práticas pelas quais eu considero os braços de escala escura melhores, vamos vê-las então.
  • Os braços de escala clara são mais sujeitos ao mofo e ao encardimento, assim os fabricantes colocam uma grossa camada de verniz na escala clara, coisa que não acontece com as escalas escuras, onde a madeira vêm crua. Eu não gosto da pegada do braço envernizado, parece que meus dedos agarram mas isso também é pessoal, tem guitarrista que prefere mas fica o alerta.
  • Infelizmente o verniz aplicado nas escalas claras dificulta o procedimento para nivelamento de trastes, obrigando o Luthier ou o guitarrista a proteger a escala com fita crepe caso queira nivelar os trastes ou mesmo fazer um polimento mais elaborado nos mesmos. Isso não acontece com as escalas escuras.
  • O procedimento para troca de trastes nas escalas claras é bem mais complicado por causa do verniz das escalas claras, é necessário aquecer o traste antes de removê-lo e não raro esse procedimento deixa alguma marca, coisa que não acontece nas escalas escuras.
  • A medida em que a guitarra envelhece, os braços de escala clara vão ficando com um aspecto encardido (há quem goste!), parece, sujos e mofados, isso se dá pelo desgaste do verniz e infiltração de impurezas, vejam:



Conclusão

Então, por tudo que vimos, considerados os fatores de preferência pessoa e ainda, que esse é um blog para iniciantes, o meu conselho para os iniciantes é que quando forem escolher uma Stratocaster ou Telecaster escolham uma com a escala ESCURA ! E tenho dito !

Abç a todos, um grande 2017 para todos nós !

Mad

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Ricardo Silveira - 6º Festival Choro Jazz

Vale a pena assistir, além do guitarrista, um dos melhores do Brasil, o destaque é  o som transcendental dessa PRS Hollowbody II, que inclui um sistema de captação piezzo que permite tirar sons de violão na guitarra, inclusive misturando esse som com a saída dos humbuckers, gerando uma variedade de timbres incrível, está aí uma guitarra que vale o que custa !

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ainda madeiras, agora segundo a Fender...

http://www2.fender.com/experience/tech-talk/tech-talk-ash-and-alder/

destaque:

ALDER

"Fender adopted alder for electric instrument bodies in mid 1956, not because of a detailed scientific evaluation of its sonic properties, but probably for no other reason than it was there; that it was readily available and more affordable than ash. Ever since, it is the body wood for the majority of Fender electric instruments. It was and still is a very good choice."